Abramet expande presença em todo o país e fortaleceu atuação institucional, avalia Juarez Molinari.

Um período de expansão e fortalecimento da medicina de tráfego. Com essa síntese, Juarez Monteiro Molinari deixa a presidência da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e se prepara para assumir novos desafios na gestão empossada no dia 11 de janeiro, em São Paulo (SP). “Nosso legado é o fortalecimento institucional da Abramet como referência da medicina de tráfego no Brasil. Nossa gestão foi positiva”, afirma.

Segundo ele, eleito para o cargo de 2º vice-presidente, o resultado desses anos de trabalho combina a expansão da entidade, traduzida na conquista de novos associados e na implantação de novas federadas em todos os Estados brasileiros, além do maior reconhecimento da especialidade. “Eu agradeço a diretoria que me acompanhou e desejo muito sucesso ao novo presidente e sua equipe. Eu seguirei colaborando com a nova gestão”, acrescenta.

Para o ex-presidente, o grande desafio de sua gestão foi defender a especialidade e fomentar a sua valorização, especialmente após a apresentação do Projeto de Lei nº 3267/2019, que estabelece mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele lembra que a medicina de tráfego ocupa o 17º lugar no ranking das especialidades reconhecidas pela Associação Médica Brasileira (AMB).  

Conforme destaca, “trabalhamos com as demais especialidades, como a psiquiatria, ortopedia, a medicina do trabalho, a cardiologia, oftalmologia. É uma especialidade que se multiplica. Muitas vezes, durante cinco anos o condutor não vai ao neurologista ou ao cardiologista, mas passa por nós”.

REPRESENTATIVIDADE – Segundo Molinari, durante sua gestão foram produzidos avanços na divulgação da entidade, que se tornou mais conhecida, e no posicionamento institucional da Abramet tanto em nível nacional, quanto no relacionamento com entidades médicas internacionais. Ele aponta como positiva a construção de maior entrosamento e parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), com a criação da Câmara Técnica de Medicina de Tráfego e sua implantação também em diversos dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs)

Por sua vez, destaca Juarez Molinari, o período também foi marcado por uma maior interação com a Associação Médica Brasileira (AMB), que passou a receber a sede de federadas da Abramet em alguns Estados. “Estreitamos nosso relacionamento com todas as entidades associativas dos médicos, com os sindicatos. Eu entendo que foi altamente positivo”, avalia.

Na gestão que se encerra, a Abramet ainda manteve assento em câmara técnica especial do Contran - a Câmara de Educação e Saúde -, em que passou a colaborar diretamente na discussão e formulação de políticas públicas voltadas à redução de acidentes de trânsito. Assim, a entidade fortaleceu o relacionamento com o Sistema Nacional de Trânsito. “Pela primeira vez, em 40 anos de atuação, recebemos representantes de todos os Detrans do país e do Cetran no nosso congresso nacional. Isso foi inédito é muito importante para a entidade”, lembra Molinari.

Para ele, a expansão do relacionamento institucional da Abramet com diversos atores chegou também ao poder público. A entidade manteve diálogo com o Executivo e o Legislativo, levando esclarecimentos técnicos e científicos sobre a atuação da medicina de tráfego e o impacto positivo de sua ação para a redução dos indicadores de acidentes de trânsito no país, em uma agenda que também envolveu maior presença nos Estados.

“Atuamos visando a valorização da medicina de tráfego e isso é fundamental. A Abramet não pode ser só de São Paulo. Tem de ser nacional e foi a isso que nos dedicamos”, afirma Molinari. Segundo ele, sua gestão visitou quase todas as entidades federadas no Brasil, participando de congressos e jornadas regionais. Para o ex-presidente, também merece destaque a realização de dois congressos nacionais, “altamente positivos, com lucro financeiro e institucional para a Associação”.

Dessa forma, na sua avaliação, se reforçou o trabalho pela defesa da especialidade e da capacitação continuada do médico de tráfego foi ponto importante nas atividades da gestão que se encerra. “Fizemos um trabalho intenso nos Estados. Cada vez mais é preciso que o médico faça o exame de aptidão física e mental da forma adequada, para que possamos contribuir com a redução de acidentes e mortes no país”, comenta.